Problemas cardíacos no esporte. Futebol.








Mais uma vez o esporte fica de alerta para os problemas cardíacos que podem assolar alguns esportistas. Esse mês o jogador Abdelhak Nouri (20 anos) do Ajax sofreu uma parada cardíaca durante uma partida amistosa contra o Werder Bremen, internado no hospital desde o dia 08 de Julho, familiares e o clube afirmaram que infelizmente segundo exames o atleta sofreu danos cerebrais permanentes.

A notícia comoveu aos fãs e torcedores do time Holandês que na última semana se mobilizaram junto a casa da família do jogador com gritos de “Appie, Appie” (apelido do jogador), “Nouri, Nouri” ou “Appie we love you”, fogos de artifícios e muitos aplausos.

Mais essa não é a primeira vez que um fato como esse acontece em um gramado:
O ex-goleiro da seleção brasileira Doni, sofreu uma parada cardiorrespiratória enquanto jogava no Liverpool, o jogador chegou a ficar com o coração parado por 25 segundos, após este incidente, foi aconselhado a deixar o futebol, o que veio a acontecer em agosto de 2013.

O jogador Renato Abreu descobriu em 2012 enquanto jogava pelo Flamengo uma arritmia cardíaca, o jogador precisou realizar uma cirurgia no coração e um mês após já tinha voltado aos treinamentos.
O atacante Adílson (atual jogador da portuguesa) já correu o risco de ter as chuteiras penduradas devido à uma inflamação do miocárdio.

Uma das histórias mais conhecidas foi a morte do zagueiro Serginho (30 anos), do São Caetano, durante uma partida com o São Paulo no estádio do Morumbi em 2004, o jogador sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o jogo, foi atendido no local mais infelizmente faleceu cerca de uma hora depois no Hospital São Luiz.
No ano passado o lateral-direito Canavarros faleceu aos 21 anos enquanto treinava pelo XV de Piracicaba, o atleta foi encaminhado à Santa Casa para receber os primeiros socorros após parada cardíaca no entanto veio a falecer alguns dias após o ocorrido.

Buscando prevenir para que cada vez mais fatalidades como essas não ocorram entidades de saúde e até mesmo os clubes estão cada vez mais alertas.




Estudo da USP afirma que vegetarianos têm risco menor de desenvolver doenças cardíacas


Respeito aos animais, crença religiosa e proteção ao meio ambiente são os principais responsáveis pelo aumento do número de vegetarianos em todo o mundo. A busca pela saúde começa a engrossar a lista de motivos que levam as pessoas a pararem de comer carne. O mais recente estudo brasileiro na área, realizado pela Universidade de São Paulo (USP), encontra evidências de que os adeptos do vegetarianismo apresentam risco menor de desenvolver doenças cardiovasculares. O resultado será apresentado pela primeira vez no país durante o Congresso Vegetariano Brasileiro, que, de hoje a domingo, reunirá especialistas na área em Curitiba.


Julio César Acosta Navarro, médico do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP, conduziu, no ano passado, uma pesquisa on-line com 549 adultos (homens e mulheres), que tinham mais de 18 anos e moravam em São Paulo. A intenção era coletar informações sobre alimentação e doenças. Os participantes foram divididos em três grupos de acordo com o grau de frequência de consumo de carne: vegetarianos (não comem), semivegetarianos (comem de uma a três vezes por semana) e onívoros (comem todos os dias).

No grupo vegetariano, observou-se uma menor incidência de doenças prevalentes na sociedade, como hipertensão e alterações no colesterol e triglicérides”, adianta o pesquisador peruano, que, há 27 anos, procura evidências científicas que possam respaldar ou refutar as práticas do vegetarianismo. Entre os participantes onívoros, 71% eram hipertensos e 54% apresentaram quantidade anormal de lipídios no sangue. Já no grupo dos que não comem carne, 57% tinham pressão alta e 16% estavam com dislipidemias. Os dados das pessoas semivegetarianas não foram considerados no resultado final.

A descoberta não é conclusiva, ressalta Navarro, já que a pesquisa está na primeira de três etapas, mas coincide com os resultados alcançados em Lima em 1997 e em São Paulo em 2001. Nas duas pesquisas, em que foram analisados fatores de risco que podem levar a um evento cardíaco grave em 10 anos, incluindo morte, ficou comprovado que a pressão e o colesterol altos estão menos presentes entre os vegetarianos. A segunda fase do estudo, que consiste na análise da saúde de 40 homens aparentemente sadios de cada grupo, está prevista para terminar no fim deste ano.Os resultados já alcançados levam Navarro a entender que a alimentação de fato influencia a saúde cardiovascular. “O protagonista da gênesis da aterosclerose é o colesterol, que está associado ao estilo de vida, essencialmente à nutrição. A molécula é necessária para formar hormônios, mas o ser humano não precisa de ingeri-lo”, destaca o também autor do livro Vegetarianismo e ciência. Além de fornecer menos colesterol (presente apenas em produtos animais), a dieta vegetariana ganha destaque porque contém maior quantidade de substâncias aliadas do coração, como vitamina C, betacaroteno, fibras e gordura poli-insaturada. A longo prazo, o pesquisador explica que a mudança na dieta produz alterações fisiológicas, levando a uma menor chance de surgir a aterosclerose.

Segundo Navarro, há cerca de 16 milhões de brasileiros que se denominam vegetarianos. Otimista, o pesquisador acredita que, daqui a 30 anos, com a força ecológica e os avanços científicos, haverá um racha na cultura alimentar e o mundo será dividido entre vegetarianos e onívoros. “O vegetarianismo vai crescer de tal maneira que criará uma divisão como corintianos e palmeirenses”, compara, ressaltando logo em seguida que, quando ele se interessou pelo tema, ainda na faculdade, em 1986, quem não comia carne era visto como radical e excêntrico.

Atentos ao prato


O ganho na saúde não se deve apenas ao desaparecimento de carne no cardápio. A nutricionista Silvana Portugal, coordenadora da Sociedade Vegetariana Brasileira em Belo Horizonte, observa que o vegetariano costuma dar mais atenção ao que come e acaba fazendo opções mais saudáveis. “Quem vira vegetariano passa a comer melhor e com muito mais variedade. Enquanto o onívoro lancha pão de sal com queijo, o vegetariano vai escolher pão integral com pasta de grão-de-bico, geleia de fruta ou até mesmo azeite. O perfil muda completamente”, compara. A especialista em nutrição vegetariana e vegana diz que os consumidores de carne, queijo e laticínios ingerem em excesso proteína, que se transforma em gordura.

Vegetariano há 21 anos, o médico nutrólogo Eric Slywitch informa que metade das calorias contidas na carne, seja branca ou vermelha, é oriunda de gordura. A outra é composta por proteína. Mesmo aquela considerada magra contém 40% de gordura. “Dessa gordura, 50% é saturada, a mais nociva para o risco de doenças cardiovasculares. Além disso, a forma como as pessoas preparam a carne tende a aumentar a porcentagem”, comenta. Slywitch acrescenta que os laticínios são ainda mais gordurosos que a carne. Cerca de 60% das calorias de um queijo branco, por exemplo, são de gordura, sendo que 70% é saturada.

O nutrólogo acredita que cortar carne e laticínios é um passo importante, mas é preciso colocar alimentos mais saudáveis no lugar. Para substituir um bife de 100g, quantidade máxima recomendada pelo Ministério da Saúde, Slywitch indica o consumo de sete colheres de sopa de feijão, o que equivale a uma concha quase cheia. Assim, serão supridas as necessidades de proteína, ferro e zinco, além de fibras, que são fermentadas por bactérias do intestino e formam substâncias que ajudam a reduzir o colesterol. A carne também pode ser trocada por outras leguminosas, como lentilha, ervilha, grão-de-bico e soja. Já os substitutos de leite e ovo, usados para dar liga às receitas, são banana-verde e linhaça. A semente, quando fica de molho na água por horas, forma uma baba que parece clara de ovo.

Mitos

Vegetariano só come salada

Os onívoros precisam comer mais vegetais que o próprio vegetariano para uma boa digestão. A nutricionista Silvana Portugal esclarece que é necessário ingerir a quantidade adequada de fibras (35g por dia, no caso de adultos) para ajudar o trânsito intestinal. A carne permanece mais tempo no intestino e pode atrapalhar o funcionamento do aparelho digestivo.

Vegetariano toma vitamina para sempre

Não há necessidade de complementar a alimentação quando as substituições são feitas de maneira correta. O único nutriente que precisa de reforço é a vitamina B12, encontrada em carnes, leite, queijo e ovo. O nutrólogo Eric Slywitch informa que cerca de 60% dos vegetarianos brasileiros têm níveis insuficientes do nutriente, que influencia na concentração, na memória e na atenção, mas isso não é exclusividade deles. A falta de vitamina B12 está presente em 50% dos onívoros

Vegetariano não tem chance de ficar obeso

A população vegetariana tende a ser mais magra porque os alimentos vegetais são menos calóricos e dão mais saciedade que os de origem animal. Eric Slywitch dá um exemplo: 100g de queijo contêm a mesma quantidade de calorias (300) que 500g de tofu, que tem um volume cinco vezes maior. A manutenção do peso, porém, depende das escolhas alimentares.

Crianças não podem ser vegetarianas

As crianças devem ser alimentadas exclusivamente com leite materno até os 6 meses. A partir daí, a introdução de dieta complementar pode ser feita sem o uso de proteínas animais. Para garantir o crescimento adequado, diz a nutricionista Ana Ceregatti, o cardápio deve conter alimentos de todos os grupos, ser variado e oferecer a quantidade adequada de nutrientes de acordo com a idade.

ENTENDA AS DIFERENÇAS

De modo geral, vegetariano é o indivíduo que não come carne (vermelha ou branca), mas existem algumas variações

Ovolactovegetariano: inclui ovos, leite e derivados na alimentação.

Lactovegetariano: não come ovos, mas ingere leite e laticínios.

Vegetariano estrito: também conhecido como vegetariano puro, não adota qualquer tipo de produto animal na dieta.

Vegano: além de não ingerir carnes, ovos, leites e derivados, recusa o uso de componentes animais não alimentícios, como vestimentas de couro, lã e seda, assim como produtos testados em animais.

Crudívora: vegetariano estrito que consome apenas alimentos crus ou aquecidos a no máximo 42°C.

Frugívora: inclui apenas frutos em sua alimentação, como cereais, legumes, oleaginosos e frutas.


Como um bom fluxo de caixa pode ajudar sua empresa.


Você já parou para pensar na saúde da sua clinica? Ou já parou para pensar que ela também precisa de cuidado? Pensando em você, preparamos um post que vai te ajudar a entender a importância do fluxo de caixa para seu consultório, como elaborá-lo e os principais cuidados e vantagens de sua utilização.

Vamos entender um pouco o que é Fluxo de caixa e como ele funciona, segundo o SEBRAE: "Fluxo de Caixa é um Instrumento de gestão financeira que projeta para períodos futuros todas as entradas e as saídas de recursos financeiros da empresa, indicando como será o saldo de caixa para o período projetado. De fácil elaboração para as empresas que possuem os controles financeiros bem organizados, ele deve ser utilizado para controle e, principalmente, como instrumento na tomada de decisões".

No Fluxo de Caixa é necessário levar em consideração não só os valores em caixa, ou seja, em dinheiro, mas também aqueles que estão nas contas-correntes e nas aplicações de curto prazo, também conhecidas como equivalentes de caixa.

Além desses valores, deverão ser relacionadas todas entradas e saídas, tanto de recebimentos, por exemplo, valores pagos por pacientes e planos de saúde, quanto de pagamentos feitos a fornecedores de materiais hospitalares, secretárias, contadores e outros gastos para a manutenção de suas atividades.

Se o fluxo de caixa for feito corretamente, você conseguirá:

  • Prever, planejar e controlar entradas e saídas em um período determinado;
  • Avaliar se o recebimento por vendas será suficiente para cobrir gastos assumidos e previstos;
  • Antecipar decisões quanto à falta ou à sobra de dinheiro;
  • Descobrir se a empresa está trabalhando com aperto ou folga financeira;
  • Ter subsídios para ajustar o preço de venda para cima ou para baixo;
  • Verificar a possibilidade de realizar promoções e liquidações;
  • Confirmar se os recursos financeiros próprios serão suficientes para tocar o negócio ou se há necessidade de buscar dinheiro extra.

No entanto, para que seu Fluxo de Caixa transpareça a realidade da sua empresa, é necessário que seu fluxo de caixa seja atualizado diariamente, incluindo todas as despesas já citadas acima. 


Como eu monto um fluxo de caixa?


Se você já utiliza algum sistema interno para agendamento de consultas ou atividades administrativas, procure se informar se esse sistema tem uma área de Fluxo de Caixa, se você nunca usou procure a empresa que você trabalha e realize um treinamento sobre o recurso e comece a utilizar. Caso não tenha nenhum sistema, alguns sites na internet tem planilhas prontas de fluxo de caixa que são simples e fáceis de manusear e que ajudam muito na hora de fazer seu controle financeiro. 


Faça uma projeção dos seus resultados.


Uma ferramenta importante do Fluxo de Caixa é a projeção de resultados, que permite conhecer, de forma antecipada, como estará o caixa da clínica no futuro. Com esse conhecimento é possível programar compras de equipamentos, aumento de instalações ou outro tipo de investimento no consultório.





O que você precisa saber sobre doenças cardíacas em animais.


Os cães e gatos podem ficar doentes do coração?

Eles podem adoecer do coração, principalmente quando envelhecem.

Então todos os pets quando envelhecem ficam cardíacos?

Não necessariamente todos, mas 1 em cada 10 cães torna-se cardiopata.

Qual a idade mais frequente para aparecer doença no coração do meu cão?


Nos animais geriátricos ou idosos, a doença do coração pode surgir entre 9 e 11 anos, entretanto, outras cardiopatias poderão também surgir durante a vida do animal.

Os cães e gatos jovens podem ter doença no coração?

Sim, fundamentalmente as doenças congênitas que são infrequentes e que levam ao óbito muitos filhotes antes até de um diagnóstico médico veterinário.

Existem muitas doenças cardíacas em cães e gatos?

Não são muitas, mas deve-se destacar nos cães a fibrose da válvula mitral e a cardiopatia dilatada congestiva idiopática. Os gatos, diferentemente dos cães, apresentam principalmente a cardiomiopatia hipertrófica e o tromboembolismo. 

Obrigatoriamente, destacam-se também as parasitoses cardíacas como a dirofilariose, comum nos cães, infrequente nos gatos e encontrada mormente nos animais que vivem próximo ao litoral, em todo Brasil.

Existem formas de prevenir as cardiopatias nos pets?

Claro que sim. Provavelmente haverá uma possibilidade de prevenir, para isto deve-se sempre consultar o seu médico veterinário.

As parasitoses cardíacas podem ser prevenidas?

Não só podem como devem. Normalmente, antes de qualquer viagem para o litoral, o proprietário do animal deve levá-lo ao médico veterinário, o qual deverá indicar fármacos preventivos para serem usados. Por outro lado, os animais que vivem regularmente no litoral, devem sofrer tratamentos preventivos sistemáticos contra estes tipos de parasitoses.

Como prevenir as cardiopatias congênitas?

Os criadores devem ficar atentos, pois determinadas cardiopatias aparecem em determinadas linhagens de raças e podem se acentuar nos cruzamentos consanguíneos. Para exemplificar, podemos citar como cardiopatia congênita a estenose da válvula pulmonar, que é comum em cães da raça BULLDOG ou a persistência do ducto arterioso, comum em POODLE, e assim poderíamos ficar citando outras cardiopatias em outras raças. 

Em síntese, os proprietários devem procurar conhecer as linhagens dos reprodutores sempre que possível ou se, por infelicidade, aparecer alguma cardiopatia congênita em seu plantel, deve-se tentar encontrar qual o tipo de cardiopatia congênita que afeta ou afetou seu animal. Na dúvida, é importante retirar o animal da reprodução até uma definição do tipo de cardiopatia e assim prevenir a disseminação e perpetuação da doença para a prole.

As cardiomiopatias dilatadas nos cães também podem ser prevenidas?

Até o momento creio que não, todavia sabemos que elas podem ser comuns em determinadas linhagens de raças de cães como o BOXER, DOBERMAN, COCKER e mais recentemente pude observar duas ninhadas de ROTTWEILER com esta cardiopatia. Infelizmente, o prognóstico nestes casos muitas vezes não é bom. 

As doenças cardíacas dos cães velhos, podem ser prevenidas?

Esta é uma pergunta que deve ser explicada de forma muito clara. A nossa experiência, e a de muitos outros veterinários cardiologistas, nos direcionam no sentido de afirmar que mais e mais cães e gatos ficarão velhos.

À semelhança da população humana, os nossos amiguinhos tem aumentado o tempo de sobrevida. É ainda pouco perceptível, mas com o advento de rações de melhor qualidade, acreditamos que num futuro não muito distante iremos nos surpreender com esta realidade.

Todo este esclarecimento se faz no sentido de informar que também as cardiopatias nos cães geriátricos aumentarão, pois são doenças degenerativas que aparecem principalmente com a idade. Sendo assim, um maior número de cães cardiopatas ocorrerão. No momento, não há como prevenir a fibrose da válvula mitral, principal cardiopatia dos cães senis de pequeno porte, mas felizmente podemos controlar muito bem. Para isto devemos consultar regularmente o médico veterinário no sentido de diagnosticar precocemente a referida afecção.

De que maneira eu poderia perceber que meu cão está cardiopata?


Existem algumas manifestações em cães idosos que devem chamar a atenção do proprietário. Por exemplo, sonolência, canseira ou fadiga, tosse crônica, dificuldade respiratória, emagrecimento, aumento de volume abdominal e gengiva muito pálida ou arroxeada.
Nos gatos, os sinais clínicos de doença cardíaca são os mesmos observados nos cães?

Devemos nos atentar principalmente para as dificuldades respiratórias e as paralisias de membros. Gatos velhos também podem desenvolver hipertireoidismo e consequentemente cardiomiopatia hipertrófica, entretanto nossa experiência indica que esta afecção não é tão frequente assim, ou talvez seja pouco diagnosticada em função do menor número de felinos.

Cães e gatos obesos tornam-se cardíacos?

Este é um outro conceito extraído erroneamente da medicina humana. A obesidade leva muito mais a problemas respiratórios do que a problemas cardíacos.

O Infarto do miocardio é uma cardiopatia frequente em cães e gatos?


Não é frequente como no ser humano. Diferentemente, noventa porcento (90%) das cardiopatias nos cães são: fibrose da válvula mitral e cardiopatia dilatada.

Cães e gatos doentes do coração precisam tomar medicação a vida toda?


O tratamento de cardiopatias deverá ser sempre de acordo com a afecção apresentada por cada animal. Conforme a cardiopatia, deveremos ter uma conduta terapêutica específica, que também dependerá da fase de insuficiência cardíaca congestiva apresentada. 

Por exemplo, se estamos diante de caso de Endocardiose ou Fibrose da Válvula Mitral na fase inicial da doença e o animal nada apresenta de sinais de insuficiência cardíaca congestiva, nós orientamos o proprietário para que, frente aos primeiros sinais clínicos, ele possa encaminhar o cão. Por outro lado, se o animal já apresenta sintomatologia clínica, então teremos que medicá-lo de forma contínua, procurando ajustar sempre as doses dos medicamentos durante os retornos.

É claro que existem casos como as Endocardites, Miocardites e Dirofilarioses, em que após o tratamento específico e melhora clínica, pode-se interromper a terapia. Em síntese, as cardiopatias são variadas como também são variados os tratamentos. Finalmente, gostaria de desmistificar, contrapondo a ideia de que cães e gatos cardiopatas devam ser constantemente medicados, sendo que não é raro encontrar animais intoxicados com medicação cardiológica. 





As Dúvidas mais frequentes respondidas por uma Nutricionista.






BATE PAPO COM GISELLE BARRINUEVO

Tivemos uma conversa com a Nutricionista Giselle Barrinuevo e pedimos para que ela nos respondesse algumas perguntas que não querem calar, as duvidas mais comuns para o tipo de assuntos que abordamos, dessa forma estão ai 7 perguntinhas feitas á ela e respondidas que vocês podem conferir e se informar melhor.

DÚVIDAS FREQUENTES:

1- A busca por um profissional de nutrição só deve ser feita por aqueles que precisam de uma dieta especifica ou qualquer um pode? Quais os benefícios que um acompanhamento pode trazer?

Olá leitores, qualquer pessoa pode buscar ajuda de um profissional nutricionista para corrigir falhas na alimentação do dia a dia. O nutricionista fará um acompanhamento individual, onde será verificado o estilo de vida da pessoa e a correção desses maus hábitos, contribuindo assim para prevenção ou melhora de doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão, obesidade, doenças coronárias entre outras patologias). 



2- Quais os melhores tipos de alimentos para pessoas diabéticas? 

Os diabéticos devem seguir uma reeducação alimentar adequada para que o nível de glicemia não oscile em demasia. Manter horários regulares para fazer as refeições sem deixar de fazer alguma delas. 

Preferir alimentos com aveia, pães e cereais integrais, farelos, verduras, legumes e frutas, pois contém maior quantidade de fibras. Dar preferências para carnes magras, leites e derivados desnatados. Utilizar óleos vegetais (canola, girassol, milho ou soja) e azeite de oliva no tempero das saladas. Não consumir frutas muito maduras e doces em conservas e frutas secas açucaradas. Não utilizar açúcar dando preferência para adoçantes (Stévia ou Sucralose). Preferir temperos naturais aos industrializados (alho, cebola, salsinha, cebolinha, orégano, coentro, louro, açafrão, manjericão...). Evitar caldo de carne, Sazon, temperos prontos em geral.
Observar o consumo de carboidratos simples dando preferência aos integrais (arroz integral, macarrão integral, bolachas integrais.



3- Para uma pessoa que tenha sofrido um infarto recentemente, qual seriam os melhores alimentos para ela e quais os contra-indicados?
Cada paciente é único, e cada caso é um caso. Eu aconselho seguir todas as recomendações médicas, e qualquer sintoma estranho, recorra ao seu médico imediatamente.  Nas refeições principais retirar a pele do frango e peixe, a gordura da carne vermelha, dê preferência a carnes magras (peixes, frango ou carne bovina magra) 

  • Evite fritar os alimentos; prefira grelhar, assar, cozinhar ou refogar;
  • Consumir leite e seus derivados desnatados;
  • Opte por queijos brancos, com menor teor de gordura;
  • Evitar embutidos (salsicha, presunto, linguiça, mortadela, salame);
  • Reduza alimentos ricos em gordura: maionese, manteiga, bacon, molhos cremosos (preparados com creme de leite);
  • Use a menor quantidade possível de gordura para preparar os alimentos
  • Consumir muita salada (verduras e legumes de toda a espécie) arroz integral 
  • Esses Alimentos devem ser evitados: 
  • Bacon /Chantilly/ Biscoitos amanteigados/ Doces cremosos/ Peles de aves/ Queijos amarelos /Carnes vermelhas "gordas" /Gema de ovos /Sorvetes cremosos /Creme de leite /Vísceras 

4- A alimentação é grande determinante na saúde , por isso é importante que desde cedo cuidemos dela .Quais seriam os alimentos essenciais a serem consumidos na infância? 

Inclua diariamente alimentos como cereais (arroz, milho), tubérculos (batatas), raízes (mandioca/macaxeira/aipim), pães e massas integrais, distribuindo esses alimentos nas refeições e lanches do seu filho ao longo do dia. 

  • Procure oferecer diariamente legumes e verduras como parte das refeições da criança. As frutas podem ser distribuídas nas refeições, sobremesas e lanches. Em pequenas porções.
  • Ofereça feijão com arroz todos os dias, ou no mínimo cinco vezes por semana. 
  • Ofereça diariamente leite e derivados, como queijo e iogurte, nos lanches, e carnes, aves, peixes ou ovos na refeição principal.
  • Alimentos gordurosos e frituras devem ser evitados, prefira alimentos assados, grelhados ou cozidos. 
  • Evite oferecer refrigerantes e sucos industrializados, balas, bombons, biscoitos doces e recheados, salgadinhos e outras guloseimas no dia a dia.
  • Diminua a quantidade de sal na comida. 
  • Estimule a criança a beber bastante água e sucos naturais de frutas durante o dia, de preferência nos intervalos das refeições, para manter a hidratação e a saúde do corpo.
  • Incentive a criança a ser ativa e evite que ela passe muitas horas assistindo TV, jogando videogame ou brincando no computador.

5- Sabemos que os hipertensos sofrem com algumas restrições alimentares, como o sal em excesso, quais outros alimentos menos conhecidos são “restritos” e o por quê? 

O sódio é um mineral presente em diversos alimentos, mas é constituinte principal do sal de cozinha, em quantidades excessivas, este mineral pode prejudicar a saúde principalmente a circulação causar retenção de líquidos, aumentando a pressão sanguínea.


Alimentos que devem ser Evitados:
  • Embutidos como apresuntados, salsichas, linguiças, paios, salames e queijos; 
  • Restringir o consumo de carnes em geral, principalmente as com gordura visível;
  • Restringir o consumo de bebida alcoólica e parar de fumar;
  • Evitar o consumo excessivo de sal para no máximo 1 colher de chá para todo o dia (1 tampa de caneta BIC)
  • Não utilizar realçantes de sabor como caldos de galinha, caldos de carne, molhos e extratos de tomate, enlatados em geral como milho e ervilha, catchup e mostarda;
  • Evitar o consumo de produtos industrializados
  • Consumir no máximo 3 xícaras (50ml) por dia de café. 

Alimentos Recomendados:

  • Aumente o consumo de alimentos ricos em potássio como frutas (banana, mamão e frutas secas), legumes e verduras como beterraba, chuchu e tomate e leguminosas como feijão, soja e lentilha;
  • Prefira os temperos naturais como alho, cebola, salsinha, cebolinha, manjericão, orégano dentre outros;
  • Alimentos fonte de fibra como frutas e verduras em geral são sempre recomendados;
  • O consumo regular de água (2 a 3 litros/dia) é fundamental para a ação das fibras no organismo;
  • Incluir no dia a dia o chá de cavalinha, usado para o controle da PA.



6- A Gastrite é um mal que afeta o estômago, isso é resultado de uma má alimentação? Quais os alimentos que mais agravam?

A Gastrite é a inflamação da mucosa que reveste as paredes internas do estômago. Ela pode ser aguda ou crônica e é provocada por diferentes fatores:

A bactéria Helicobacter pylori; Uso prolongado de ácido acetilsalicílico e de anti-inflamatórios; Consumo de bebidas alcoólicas; Gastrite auto-imune, quando o sistema imune produz anticorpos que agridem o próprio organismo.


Alguns alimentos que devem ser evitados por ser irritantes ao estômago:
  • Fritura: Carnes e produtos gordurosos, margarina, manteiga, excesso de óleo na comida;
  • Condimentos: canela, cravo, noz moscada e pimentas;
  • Bebidas Estimulantes: Café, chá preto, refrigerantes a base de cola, chá verde, chá branco;
  • Bebidas alcoólicas ( mesmo as de menor teor alcoólico);
  • Bebidas gaseificadas (contêm gases) Refrigerante de cola;
  • Pães frescos, especialmente o miolo (prefira torradas);
  • Catchup, mostarda, vinagre, picles (ácidos);
  • Cebola e alho crus.


7- Por que nosso corpo rejeita alguns alimentos? A intolerância é causada por qual motivo?

A intolerância alimentar é causada pela falta de uma enzima que seja responsável por digerir determinado alimento e qualquer pessoa pode ficar, por uma fase da vida, intolerante a algum alimento e depois voltar ao normal. Ela pode ser descoberta logo na primeira infância e suas manifestações são alterações gastrointestinais como gases, náusea, diarreia ou obstipação e como não existe nenhuma forma de tratamento para a intolerância alimentar, o melhor é evitar comer os alimentos que causam os sintomas da intolerância.