Conheça alguns jogadores brasileiros que já tiveram problemas cardíacos.


No ano passado, Renato volante do Flamengo detectou nos seus exames de rotina uma arritmia cardíaca. O jogador de 33 anos foi afastado das atividades físicas e com o intuito de obter um diagnóstico preciso, passou por um monitoramento cardiológico de 24 horas através de um holter , e após isso uma cirurgia para implantação de um cateter.

A situação de Renato, que surpreendeu os colegas rubro-negros e a nação de torcedores flamenguistas, tem um lado positivo: a detecção do problema evitou que o atleta fosse a campo sob risco de morte, por mais que ainda não se tenha conhecimento da gravidade de seu caso.

Nos útimos anos, alguns jogadores enfrentaram problemas semelhantes. Contudo, as medidas adotadas para preservar a vida dos atletas nem sempre foram as mesmas. O caso mais grave foi o do zagueiro Serginho, morto em 2004, após sofrer um ataque cardíaco defendendo o São Caetano. Os médicos do clube paulista sabiam que o jogador sofria de arritmia e mesmo assim o liberaram para atuar.

Confira abaixo uma relação jogadores que tiveram problemas cardíacos:

Jogadores brasileiros ou que tiveram ligação com o futebol brasileiro

Serginho


Após passagens por pequenos clubes de Minas Gerais e pelo Mogi Mirim, de São Paulo, o zagueiro chegou ao São Caetano-SP em 1999. Durante um exame de rotina foi detectada uma arritmia cardíaca. Contudo, com alguns cuidados com a dieta, prescritos pelos médicos do clube, foi liberado para jogar.

Em 27 de outubro de 2004, aos 15 minutos do segundo tempo de uma partida contra o São Paulo, no Morumbi, sofreu um ataque cardíaco fatal cerca de quarenta minutos após cair desacordado no gramado.

Wendel


Mineiro de São João Nepomuceno, o garoto Wendel Junior Venâncio da Silva estava no Centro de Treinamento do Vasco, em Itaguaí (RJ), utilizado pelas categorias de base do clube, para um período de testes no Cruz-Maltino quando, no dia 9 de fevereiro deste ano, caiu no gramado para, pouco depois, morrer, vítima de um ataque cardíaco.

Como não havia médico no local e há testemunhas que afirmam que o garoto participou da atividade sem ter se alimentado, o Vasco pode vir a ser penalizado pelo caso, apesar de Wendel ter apresentado um atestado médico que o liberava para a prática esportiva.

Washington
Goleador nato, apesar de limitações técnicas, Washington passou por Caxias, Internacional, Paraná, Ponte Preta e Fenerbahçe. No Atlético-PR, clube que passou a defender em 2003, exames apontaram uma lesão na artéria esquerda de seu coração. Foi impedido de jogar até 2004, quando retornou aos gramados para ser o artilheiro do Brasileirão, com 34 gols.

Passou pelo Fluminense, pelo futebol japonês e pelo São Paulo. Retornou ao Tricolor das Laranjeiras, onde foi campeão brasileiro em 2010. Em janeiro de 2011, por opção própria, encerrou a carreira.


Fabrício Carvalho


Com passagens por alguns clubes brasileiros, pelo Nacional (POR) e pelo Villa Española, do Uruguai, o atacante Fabrício Carvalho se destacou pela Ponte Preta, em 2002 e 2003, e pelo São Caetano, em 2004. No início de 2005, exames médicos detectaram uma arritmia cardíaca no jogador.

Em 2007, conseguiu ser liberado para voltar aos gramados. Hoje, próximo dos 34 anos, ele defende a Ferroviária, de Araraquara, na série A-2 do Paulistão.
 


Emerson Nunes
Começou a carreira no Cruzeiro, passou por equipes de menor expressão e, em 2003, transferiu-se ao futebol português para defender o Nacional, da Ilha da Madeira. Retornou ao Cruzeiro e passou pelo Ipatinga até ser contratado, em 2008, pelo Botafogo. Em 2010, foi contratado pelo Avaí, time no qual foi diagnosticada uma obstrução arterial, que o faria encerrar a carreira no ano seguinte. O jogador precisou passar por uma cirurgia para a colocação de um stent para desobstrução da artéria.

Em fevereiro deste ano, anunciou a aposentadoria do futebol, aos 29 anos, tornando-se auxiliar-técnico do Leão da Ilha.

Eduardo Allax
Uma dilatação na artéria aorta torácica fez o goleiro Eduardo Allax abandonar os gramados em meados de 2011, quando defendia o Figueirense, de Florianópolis. Com passagens por Atlético-MG, Bangu, Portuguesa-SP, Grêmio, Ceará e Náutico, o atual técnico do Duque de Caxias no Campeonato Carioca conciliou a carreira com os problemas de saúde por cinco anos.

Foi pelo Alvirrubro pernambucano que mais se destacou, acumulando mais de 100 jogos pelo clube.

William
Destaque na Copa São Paulo de 2004, William despontou como uma das grandes promessas do Palmeiras. Rápido e habilidoso, caminhava para ser firmar no time principal quando teve que interromper a carreira por um grave problema cardíaco.



Ficou dois anos sem jogar e retornou aos gramados pelo próprio Palmeiras. Sem conseguir se firmar no clube, passou por Ipatinga, Náutico, Vitória, Goiás, Atlético-Go e Naútico.

José Rojas
Defensor chileno, destaque do time da Universidad de Chile, campeão da Copa Sul-Americana de 2011, José Rojas não chegou a jogar no Brasil, mas esteve muito próximo de um acerto para defender o Botafogo. Com as bases contratuais definidas, os exames médicos realizados no Brasil, antes da assinatura do contrato, revelaram uma arritmia cardíaca.

O Alvinegro desistiu do negócio e chegou a sofrer a ameaça de ser processado pelo atleta, que alegava ter exames, realizados no Chile, que não apontavam qualquer problema com seu coração. Rojas retornou a La U.

Jogadores estrangeiros

Marc-Vivien Foé Em 2003, o camaronês Marc-Vivien Foé sofreu uma parada cardíaca fatal, aos 28 anos, durante partida contra a Colômbia, pelas semifinais da Copa das Confederações.


Miklós Fehér O húngaro Miklós Fehér, jogador do Benfica (POR), teve o mesmo fim em janeiro de 2004, aos 24 anos, quando sua equipe enfrentava o Vitória de Guimarães pela Liga de Portugal.

Dani Jarque
Dani Jarque, capitão do Espanyol (ESP), morreu aos 26 anos, durante jogo de uma excursão da pré-temporada de seu clube pela Itália, em agosto de 2009.

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