Há obesidade infantil começa em casa.

A obesidade infantil é uma ameaça que só se alastra e já atinge uma em cada três crianças brasileiras. Veja como prevenir e lidar com esse mal em casa secreta quantidades elevadas de insulina para quebrar essas moléculas e armazená-las sob a forma de glicogênio. Armazenadas, as moléculas de açúcar desaparecem da circulação,e o centro da fome é ativado novamente.

Dá início a uma batalha sem fim contra a balança. Uma afirmação de consenso dos National Institutes of Health, dos Estados Unidos, ilustra como pode ser inglória essa
luta: “Adultos que participam de programas de emagrecimento podem esperar uma perda de apenas 10% do peso corpóreo, no máximo. Cerca de 50% dessa perda são repostos em um ano, e, virtualmente, todo o resto é recuperado em cinco anos”.



 "O tratamento requer a participação da família. A criança precisa ser tutorada, não pode assumir a responsabilidade sozinha", ressalta a pediatra Fernanda Ceragioli Oliveira, do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e coautora do Manual de Orientação sobre Obesidade na Infância e Adolescência, lançado pela entidade. Ela lembra que vários fatores levam ao ganho de peso, como herança genética e hábitos ruins. Para levantar o que há de errado, aendocrinologista Zuleika Halpern, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), solicita que seja feito um diário alimentar da família, no qual entra tudo que é ingerido. "O resultado é de chorar: um dia, pastel; no outro, croquete e salsicha. Sempre com refrigerante e doce na sobremesa. Além disso, a criança passa a tarde no videogame, come na frente da TV e vai dormir." A recomendação urgente é fixar horários para as refeições, privilegiar alimentos de qualidade e incentivar a atividade física. Zuleika não indica dietas rigorosas, que são difíceis de seguir e ainda prejudicam o crescimento. "Cada centímetro que as meninas crescem equivale a 1 quilo a menos na balança." Por outro lado, chegar à adolescência com sobrepeso aumenta em 80% os riscos de obesidade na vida adulta.

Toda a sua preocupação coma primogênita, de 8 anos, faz sentido: os quilos em excesso podem, no futuro, levar a hipertensão arterial, diabetes, doenças cardiovasculares, distúrbios ortopédicos e até câncer. A  incidência de obesidade infantil dobrou em 20 anos. Em 1989, na faixa de 5 a 9 anos, 15% dos pequenos passavam do peso ideal. Em 2009, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número pulou para 35%. Alertas que servem para todas as mães interessadas em combater ou prevenir o mal em casa.

A diminuição do número de calorias derivadas de gordura animal na dieta costuma ser compensada por um aumento significante do consumo de carboidratos pelas crianças: pães, doces, chocolates, refrigerantes, salgadinhos e batata frita passaram a ser ingeridos em quantidades sem precedentes na história da humanidade.

Esses alimentos de alto índice glicêmico provocam súbitos aumentos pós-prandiais da concentração de moléculas de glicose na corrente sanguínea. Em resposta, o pâncreas esse mecanismo biológico explica por que, três horas depois do almoço farto em carboidratos do domingo, assaltamos a geladeira famintos atrás do pedaço de pudim que sobrou. A prevenção à obesidade é de extrema importância para o desenvolvimento da criança. Chegar à vida adulta com excesso de gordura no corpo, além de aumentar o risco de várias



0 comentários: