Você sabe o que é a Coqueluche? Forma de transmissão? E os principais sintomas?


Uma das maiores preocupações dos pais em relação aos filhos é que eles sejam acometidos por algum tipo de doença grave. Se soubessem que, apesar de todo o cuidado, eles integram o grupo dos maiores responsáveis pela transmissão de doenças como a coqueluche, não mediriam esforços para evitar o problema. Estudos científicos realizados em diversos países da América Latina, Estados Unidos, Ásia e Europa mostraram que há uma modificação  epidemiológica relacionada a essa doença. Isso significa que o contágio da coqueluche agora se dá no ambiente familiar. Adolescentes e adultos são os principais comunicantes e, ao contrário do que muitos acreditam, a doença incide em qualquer idade. 

Os dados emanados do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) confirmam essa tese e indicam que entre 2004 e 2005 os episódios de coqueluche aumentaram 16,7 vezes em adultos acima dos 20 anos. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), na América Latina a patologia cresceu quase 5 vezes entre 2003 e 2008, passando de 3.213 para 15.310 casos. 

No Brasil, em 2011, foram confirmados 593 diagnósticos. A coqueluche, também conhecida como tosse comprida, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria denominada Bordetella pertussis. Ela afeta o trato respiratório superior, região do corpo formada pelo nariz, cavidade nasal, faringe, laringe e parte superior da traqueia. Segundo a pediatra Luiza Helena Falleiros Arlant, vice-presidente da Sociedade Latino-Americana de Infectologia Pediátrica (SLIPE), a transmissão se dá por via respiratória, no início da doença e até pouco antes de sua manifestação. “Nessa fase o comunicante já está transmitindo a doença, o que pode durar pelo período de até duas semanas”, diz a especialista.

Entenda como a infecção se instala 

As adesinas, componentes estruturais que sobrevivem e se multiplicam, fazem com que as bactérias formem colônias. Destacam-se a hemaglutinina e a pertactina, que permitem a aderência da bactéria à mucosa que reveste o epitélio. A toxina pertussis, eliminada pela bactéria, paralisa os cílios das células e impede a eliminação das secreções pulmonares.

Contágio

Gotículas respiratórias infectadas pela Bordetella pertussis são as responsáveis pelo contágio.

Os sintomas



A doença inicia-se com sintomas brandos, pois a incubação varia de cinco a dez dias, podendo estender-se até 21 dias. A tosse aparece fraca, seguida de espasmos agudos (paroxismos) e crises respiratórias acompanhadas de vômitos. Ela se manifesta de forma súbita e incontrolável, que é rápida e curta logo após uma inspiração. Ocorrem vários episódios em um dia. Para quem já tomou a vacina, os sintomas são leves.


Exames precisos para o diagnóstico



A coqueluche pode ser confundida com um resfriado a falta de exames sensíveis é um obstáculo para a pronta intervenção médica. O exame mais usado é o teste de cultura bacteriana, conhecido como Reação Bordet-Gengou, cujo resultado demora 15 dias, e não garante 100% o diagnóstico. Existe também a dosagem de anticorpos contra a coqueluche (sorologia), que possui alta sensibilidade, mas não está disponível no Brasil. Outro teste é a Reação de Polimerase em Cadeia (RPC), que rastreia os genes da Bordetella pertussis. Quando não encontrados, o diagnóstico é confirmado. O pouco uso desses testes atrapalha a confirmação da doença.

Tratamento



A própria natureza reage e evolui até a remissão dos sintomas em adultos. Mas nos bebês, em razão da imaturidade do sistema imunitário, a hospitalização é necessária e geralmente se faz uso de antibióticos.




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