13 remédios naturais perigosos para o coração

Por serem produzidos a partir de plantas, a primeira impressão é a de que os fitoterápicos são absolutamente inofensivos à saúde. Porém, como qualquer droga, eles também têm lá suas contraindicações. Conheça 13 remédios naturais perigosos para o coração

Ginkgo Biloba

O que é: trata-se da espécie de árvore viva mais antiga da Terra, com mais de 225 milhões de anos. Seu uso medicinal foi registrado pela primeira vez na dinastia Ming, em 1436. O extrato seco é retirado das folhas do ginkgo e também pode ser vendido em cápsulas.

Indicação: diversos estudos demonstram seu efeito neuro protetor. Ele é capaz de aumentar o fluxo circulatório, melhorando a circulação periférica e também a cerebral. Além disso, as substâncias que ele contém produzem relaxamento arterial e ajudam na manutenção do tônus arterial e venoso, sendo usado para tratar perda de memória.

Contraindicação: aumenta o risco de hemorragias quando associado a medicamentos anticoagulantes, antiagregantes plaquetários e até mesmo quando combinado a remédios anti-inflamatórios, à base de ibuprofeno ou naproxeno

Gengibre

O que é: na China antiga, já era citado por Confúcio (551-479 a.C.). Ainda hoje, continua sendo amplamente utilizado na medicina ayurvédica. Os medicamentos à base de gengibre são feitos a partir do rizoma ou raiz da planta e é fácil encontrar o próprio rizoma fresco, o pó, vendido em forma de cápsulas, ou extrato seco em lojas de produtos naturais.

Indicação: tratamento de náuseas, inflamação e indigestão.

Contraindicação: como algumas substâncias presentes em sua composição têm ação anticoagulante, ele não deve ser usado por quem já toma medicamentos sintéticos com esse mesmo objetivo. O gengibre também deve ser evitado por pacientes hipertensos graves ou que já apresentam irritação gástrica

Sálvia vermelha

O que é: a planta já era utilizada na Antiguidade, pelos povos egípcios, gregos e romanos. Mais tarde, foi incorporada pelas medicinas chinesa e indiana. É normalmente encontrada em forma de extrato seco ou cápsulas.

Indicação: utilizada para regular o ciclo menstrual. Também possui efeito vasodilatador e, portanto, pode favorecer a queda de pressão. Na medicina tradicional chinesa, a sálvia vermelha é empregada para prevenir e tratar doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC).

Contraindicação: deve ser evitada por pacientes que utilizam anticoagulantes e antiagregantes plaquetários (como varfarina e ácido acetilsalicílico) e medicamentos para regular a pressão, já que pode potencializar a ação destes fármacos, causando hemorragias ou quedas de pressão.


Crataego

O que é: só no século XIX, médicos americanos descobriram sua ação como tônico cardíaco e sedativo. É normalmente comercializado na forma de extrato seco.
Indicação: tem atividade antioxidante e pode ser usado para prevenir as inflamações das placas de gordura que se acumulam nas artérias ou para evitar a aterosclerose.

Contraindicação: não deve ser usado por pacientes que já tratam hipertensão, arritmias cardíacas e angina com fármacos sintéticos, pois ele pode tanto potencializar quanto inibir os efeitos desses remédios.

Angélica ou Dong Quai

O que é: muito utilizada pela Medicina Tradicional Chinesa como tônico do sangue. Possível encontrar a raiz seca, o pó ou o extrato seco.

Indicação: para tratamento de cólicas , fluxo menstrual irregular e sintomas da menopausa.

Contraindicação: estudos in vitro provaram que pode haver interação entre o ferulato de sódio, um componente da planta, e os medicamentos à base de varfarina, ocasionando hemorragias. Mulheres em tratamento para o câncer de mama também devem evitar o fitoterápico.

Ginseng

O que é: usado há séculos no Oriente Médio como tônico. O mais comum é encontrá-lo na forma de extrato seco e cápsulas.

Indicações: combate o estresse e a fadiga, aumentando a disposição e a concentração.

Contraindicações: estudos em humanos sugerem que ele pode reduzir a ação anticoagulante e antiagregante plaquetária dos medicamentos usados com esse fim, aumentando o risco de sangramentos. Quando associado a alguns tipos de anti-inflamatórios, aumenta o risco de hemorragias. Relatos clínicos indicam, ainda, que o ginseng pode alterar a pressão sanguínea e atrapalhar a ação de fármacos como os anti-hipertensivos

Castanha-da-índia

O que é: vem das montanhas gregas, foi levada para a Turquia e, mais tarde, no século XIX, foi introduzida na Europa, onde é largamente utilizada até hoje. É vendida como extrato seco ou cápsulas.


Indicações: reforça o tônus venoso, auxiliando no tratamento de problemas como as hemorroidas e as veias varicosas. Também ajuda a melhorar edemas pós-operatórios, reduzindo a dor e o inchaço.


Contraindicações: em razão de alguns compostos de sua fórmula, ela pode aumentar o risco de sangramentos quando utilizada com medicamentos anticoagulantes, anti agregantes plaquetários ou anti-inflamatórios. Pode, ainda, intensificar o efeito de remédios para controlar o diabetes.


Equinácea

O que é: relatos de 1919 dão conta do uso medicinal da planta por índios americanos, para tratar picadas de insetos e envenenamentos em geral. Normalmente é encontrada em lojas de produtos naturais em forma de extrato seco, tintura ou cápsula.

Indicação: estimula o sistema imunológico, prevenindo resfriados e infecções do trato respiratório e renal. O fitoterápico também foi testado, com efeitos positivos, no tratamento de congestionamento nasal, rinites, resfriados, gripes e até bronquites agudas.

Contraindicação: pode sobrecarregar o fígado, se usada em associação com medicamentos para arritmias cardíacas, como os remédios à base de amiodarona.

Guaraná

O que é: a primeira descrição do uso das sementes do guaraná como remédio é de 1669. Na época, os indígenas brasileiros já utilizavam a planta como estimulante, regulador intestinal, tônico cardiovascular e afrodisíaco.

Indicações: revitalizador e auxiliar em regimes de emagrecimento. Este efeito pode ser atribuído à quantidade significativa de cafeína presente em sua composição.

Contraindicações: seu efeito é mais intenso do que o do café. Então, quando é usado por pessoas que têm arritmia, taquicardia e pressão alta, pode piorar esses quadros.

Chá-verde

O que é: existem referências ao uso desse chá desde o século III a.C., fazendo-se alusão às suas propriedades estimulantes. Atualmente, ele pode ser encontrado em diversas apresentações, como sachê para infusão, chá solúvel ou na forma de extrato seco encapsulado.

Indicações: estudos epidemiológicos com populações orientais, que consomem diariamente chá-verde, mostram uma menor incidência de câncer, principalmente de estômago, pâncreas, mama e colo do útero. Embora os mecanismos de ação do chá no organismo ainda não estejam completamente esclarecidos, acredita-se que as substâncias que ele contém sejam capazes de reduzir o poder de multiplicação das células cancerosas. Além disso, o chá pode ajudar a reduzir o LDL no sangue.

Contraindicações: o problema é que o chá verde contém cafeína, o que pode ser um complicador para quem sofre de arritmias. Portanto, o ideal é que seja consumido com moderação (no máximo 2 xícaras por dia) por aqueles que já diagnosticaram um problema de batimentos.

Guaco

O
que é: lançada em 1929, a primeira edição da Farmacopeia Brasileira, código farmacêutico oficial seguido no País, já citava as propriedades medicinais do guaco. Seus princípios ativos se concentram na folha e ele é mais comumente comercializado em forma de xarope ou sachê para infusão.

Indicações: pode ser usado para tratar casos agudos de gripes e resfriados, bronquites alérgica e infecciosa e como expectorante. Afinal, trata-se de um poderoso broncodilatador, graças à presença de substâncias da classe das cumarinas em sua composição.

Contraindicações: as mesmas cumarinas que beneficiam o sistema respiratório podem interferir na coagulação sanguínea, já que inibem a produção de vitamina K, essencial ao bom funcionamento do sistema circulatório. O guaco também pode potencializar o efeito dos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários.

Maracujá

O que é: os astecas foram os primeiros a utilizar a planta como sedativo para tratar a insônia e o nervosismo. A folha é processada e encontrada no mercado na forma de sachês para infusão, pó, tintura e extrato seco.

Indicações: estudos clínicos já demonstraram a atividade do maracujá em transtornos de ansiedade e do sono.

Contraindicações: o uso crônico pode provocar taquicardias, cefaleias, convulsões e até paradas respiratórias. Além disso, deve-se evitar associá-lo com medicamentos antidepressivos (inibidores da monoaminoxidase) e com bebidas alcoólicas.

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