Dormir mal eleva risco de infarto

Trocar o dia pela noite aumenta muito o risco de doenças cardiovasculares, segundo uma nova pesquisa realizada por especialistas da Warwick Medical School, no Reino Unido, e publicada na revista “European Heart Journal”. De acordo o estudo, quem dorme menos de seis horas por noite e tem um sono de péssima qualidade apresenta uma chance 48% maior de desenvolver ou morrer de doença cardíaca, e 15% mais possibilidades de sofrer ou morrer de um acidente vascular cerebral, o derrame.

— O hábito de dormir muito tarde ou passar a madrugada acordado é, na realidade, uma bomba-relógio para nossa saúde — diz Francesco Cappuccio, principal autor. — É preciso reduzir esse risco o quanto antes.


A equipe de Capuccio acompanhou por sete a 25 anos mais de 470 mil pacientes de oito países, incluindo Estados Unidos, Japão, Suécia e Reino Unido. Segundo os pesquisadores, o sono breve crônico produz hormônios e substâncias químicas que elevam o risco de sofrer de doenças cardíacas e derrame, além de problemas como hipertensão, aumento de colesterol, diabetes e obesidade. Também dormir além da conta, ou seja, mais de nove horas é sinal de alguma doença, reforça Cappuccio, inclusive cardíaca.

— Dormir sete horas a cada noite protege a saúde e reduz o risco de doenças crônicas. O vínculo é claro em nossa investigação: durma o necessário para se manter saudável e viver mais.


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