Com o verão números de derrames cresce no Brasil.

Hipertensos e pessoas com problemas cardíacos devem ficar atentos aos dias quentes. Segundo a Academia Brasileira de Neurologia (ABN), as altas temperaturas aumentam o risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC), doença que mais mata no Brasil, principalmente pacientes desses grupos.
"A temperatura pode provocar a desidratação. A pessoa desidratada fica com o sangue mais espesso e isso aumenta o risco de tromboses, que é a formação de coágulos no interior das artérias, e facilita o AVC. Além disso, com o calor, as pessoas perdem sódio e potássio através da transpiração, o que aumenta o risco de arritmias, que também podem facilitar o AVC", explica o neurologista Rubens José Gagliardi, vice-presidente da ABN.
Ele diz ainda que o risco é maior quando o calor está associado ao uso de bebida alcoólica, que aumenta a desidratação. "Jogar futebol sob sol depois de beber é um risco. A pessoa deve pensar duas vezes. Principalmente aqueles que não estão acostumados a fazer esse tipo de esforço", diz, acrescentando que o cigarro também deve ser evitado porque causa males à circulação.
O médico explica que muitas vezes o paciente que tem o AVC ignora sinais de alerta de que o problema possa ocorrer. "A pessoa pode ter crise parcial, que passa rápido. Por exemplo, pode ter dificuldades na fala ou de movimentação de um lado do corpo", diz Gagliardi, acrescentando que o socorro médico imediato é fundamental não só para salvar a vida do paciente, como diminuir risco de sequelas.

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