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Os Sintomas menos divulgados da dengue, pode indicar problemas cardíacos.

A dengue, doença tropical endêmica (às vezes até epidêmica) causada por vírus e transmitida entre humano pelo mosquito Aedes aegypti, geralmente é autolimitada e se manifesta com sintomas inespecíficos, como febre, mal estar geral, fraqueza, dor muscular, erupção cutânea e dor de cabeça retro-ocular (atrás dos olhos).

Uma complicação menos divulgada da dengue é o comprometimento cardíaco. Apesar de ser relativamente raro, o problema pode ocorrer na fase aguda da dengue e causar diminuição da função ventricular, ou seja, queda da capacidade de o coração se contrair. Acredita-se que na maioria dos casos esse efeito seja sub-diagnosticado, quer dizer: não é identificado no diagnóstico nem ao longo do tratamento.


O problema pode estar relacionado à piora clínica de alguns pacientes. Alguns estudos têm demonstrado que quando se realiza avaliação cardíaca de todos os indivíduos com dengue, cerca de 16% dos casos simples demonstram algum grau de comprometimento da função cardíaca. Nos casos graves, hemorrágicos, o efeito tende a ser mais acentuado e pode atingir até 70% dos casos.

Outro fator que torna esse sintoma especialmente preocupante no Brasil é que, pelo fato de a doença ter se tornado uma epidemia no país, muitas vezes ela acomete pacientes de idade mais avançada, já com cardiopatia e, possivelmente, em uso de medicamentos que interferem na coagulação sanguínea. Dessa forma, é um grupo sob risco de sofrer piora na evolução da enfermidade.

O quadro cardíaco causado pela dengue pode provocar sintomas de dores no peito, arritmias, alterações de eletrocardiograma e elevação das enzimas cardíacas, situação semelhante ao quadro de infarto. Em muitos casos, porém, a manifestação é tão pouco sintomática que passa despercebida. Sendo assim, é fundamental que o próprio paciente fique atento a esses sinais, pois só a avaliação criteriosa pode levantar suspeitas e melhorar seu tratamento.

Fonte: Coração Alerta

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